quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Wagner Moura e Selton Mello falam sobre o filme Trash – A Esperança Vem do Lixo


Trash – A Esperança Vem do Lixo reúne no elenco os dois maiores atores brasileiros de sua geração. No filme dirigido pelo cineasta inglês Stephen Daldry, Selton Mello e Wagner Moura contracenam rapidamente em um par de sequências – mas seus personagens imprimem o tom da trama, encarnando os polos opostos da história em que três garotos encontram em um lixão uma carteira com pistas que levam a um tesouro. O jornalista Roger Lerina conversou com a dupla de astros no Rio de Janeiro, cidade onde se desenrola essa fábula contemporânea.


Fale sobre seu personagem.

Faço José Angelo, um personagem bem bonito. É um papel pequeno, que aparece em algumas cenas do filme, a maioria das vezes em flashback. Ele é o cara que começa essa história toda: ele trabalha durante 18 anos na casa de um político corrupto para fazer uma coisa que muda a vida de muita gente, especialmente as das crianças. Os meninos são meio que guiados pelo espírito desse cara, do que ele fez. Elas fazem o que acham que é certo porque esse cara fez o que achava que era certo.

A imagem que Trash mostra é a de uma realidade marcada pela injustiça social e pela violência. O que você acha disso?

A arte de maneira geral é um espelho da vida. A nossa vida no Brasil infelizmente é muito afetada pela corrupção, pela violência, pela maneira como a polícia trata os mais pobres. Se o filme iria falar sobre essa realidade, era inegável que fôssemos tocar nesses temas.

Como foi trabalhar com Stephen Daldry?

A gente encontra muitos diretores na vida, mas encontros poderosos como esse com o o Stephen acontecem apenas de tempos em tempos. Ele não fala português, e era bonito ver como o ouvido dele funcionava intuitivamente. Ele dirigia a cena como se fosse uma música. Mandava você seguir por um caminho totalmente diferente. Nós, atores, às vezes resistimos a isso, mas eu faria qualquer coisa que ele mandasse. Acho bacana ter um diretor olhando o Brasil do jeito dele. Ele me prometeu que, se tiver um personagem falando inglês com sotaque estranho no próximo filme dele, vai me chamar (risos). Queria trabalhar mais com ele.

Você está muito parecido com o traficante colombiano Pablo Escobar por conta das gravações do seriado Narcos, do Netflix, certo?

Nós filmamos os dois primeiros episódios, que são dirigidos pelo José Padilha (diretor de Tropa de Elite). Quando eu voltar para a Colômbia, começaremos a filmar com o Guillermo Navarro (realizador e diretor de fotografia mexicano), que vai dirigir os episódios três e quatro. Está tudo indo superbem, um elenco incrível! Nós aqui no Brasil estamos ilhados em relação ao que acontece na América Latina, e esse projeto reúne atores da Argentina, do Chile, do Peru, da Bolívia, os melhores atores desses países. São atores que eu não conhecia, porque a gente fica aqui consumindo nossa própria cultura. Deve ir ao ar em 2015, mas não sei quando.

Trash fica entre o real e a fábulaPor Roger Lerina

Em Trash – A Esperança Vem do Lixo, o diretor Stephen Daldry e o roteirista Richard Curtis levaram para o Rio de Janeiro a trama original de Andy Mulligan. Na novela do escritor inglês –  editada no Brasil pela Cosac Naify – , a história se passa em um país de Terceiro Mundo não nomeado, mas que poderia ser qualquer um da América Latina. Com a colaboração do brasileiro Felipe Braga, o roteiro do filme situa o enredo no Rio de Janeiro de hoje, onde os adolescentes Raphael, Gardo e Rato –  interpretados por jovens estreantes, selecionados em comunidades cariocas –  encontram uma misteriosa carteira no lixão em que trabalham.

A descoberta detona uma dupla caçada: o trio de garotos tenta desvendar o segredo que o fugitivo José Angelo (Wagner Moura) deixou cifrado entre seus pertences, enquanto o policial Frederico (Selton Mello) persegue os meninos pela cidade, reportando sua busca a um poderoso político –  interpretado pelo ator Stepan Nercessian.

Trash evoca dois longas do cineasta Danny Boyle, Caiu do Céu (2004) e Quem Quer Ser um Milionário? (2008): como no primeiro, os pequenos protagonistas também testemunham a maneira de as pessoas agirem moralmente diante da riqueza e do poder; já do oscarizado segundo título, o filme em cartaz nos cinemas recorda a dura vida das crianças que crescem à margem das grandes cidades dos países em desenvolvimento.

O problema do roteiro de Curtis – autor das histórias de comédias de sucesso como Dois Casamentos e um Funeral (1994) e Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) – é um maniqueísmo que acaba parecendo artificial. Bons e maus são esboçados sem nuanças na tela, dificultando a identificação com personagens imersos em uma sociedade complexa e contraditória como a brasileira. Somado a certas improbabilidades do enredo, Trash fica a meio caminho entre o cru retrato político e social do país e uma fábula moral de esperança e redenção relativamente descolada do registro da realidade. 

Fonte: Zero Hora

3 COMENTE! :

Guilherme Roveda disse...

Ola bom Dia, nao sei quais recursos usar mais para fazer este pedido..
explico um poco e desculpe usar aqui mas nao sei aonde ir para pedir isso
Pocha, que possibilidades haveria de que Wagner Moura gravasse um video dedicado a minha namorada Rafaela Fernandes, ela é apaixonada pelo trabalho do Wagner Moura, ela é completamente fä dele.. eu queria fazer uma supresa si fosse possivel, um video de alguns segundos dedicado a ela, e dizendo que eu a amo muito si ele puder dizer tambem e mandar um beijo e forte abraço.. Meu nome eh Guilherme Roveda e o dela é Rafaela Fernandes, meu facebook é este

https://www.facebook.com/profile.php?id=100004819243017

e meu email é: groveda@7saltos.com

por favor espero uma resposta, mesmo que seja negativa!!
Muito Obrigado pela atençao.. Sucesso Wagner

hania disse...

Ooww willian que lindo de tu parte..yo tambien quiero verlo ..chicas que haga un videito wagner ..saludos desde mexico

Guilherme Roveda disse...

No Tube resultados :(