terça-feira, 28 de setembro de 2010

Wagner Moura interpreta mais um Nascimento, na produção "Vips''

Wagner Moura brilha como o farsante em 'VIPs'

O cineasta Fernando Meirelles ("Ensaio sobre a Cegueira'') e o ator Wagner Moura ("Tropa de Elite'') estiveram presentes no palco do Cine Odeon, no último domingo, em nome da produção "VIPs'', até agora o mais concorrido filme da Première Brasil, dentre os títulos brasileiros do festival.

Com estreia prevista para o final de março, o longa, dirigido por Toniko Mello (da série "Som e Fúria'') ao custo de R$ 8,5 milhões, é baseado no livro “Vips — Histórias reais de um mentiroso”, de Mariana Caltabiano, também diretora da animação “As aventuras de Gui & Estopa” e que apresenta no Festival do Rio o documentário "Histórias reais de um mentiroso”, sobre o mesmo personagem.

Em tom de aventura com toques de psicanálise, o diretor levou à tela a história do golpista Marcelo do Nascimento. Na trama da ficção, o estudante Marcelo (vivido por Wagner, Moura) cultua uma paixão por aviões, a reboque da ausência do pai, um piloto (Norival Rizzo).

Convencido por todos de que nunca iria crescer na vida, Marcelo, dono de uma lábia invejável, foge de casa, viaja para o Centro-Oeste e acaba aprendendo a pilotar, passando a prestar serviços a um traficante, que é chamado apenas de Patrão (interpretado pelo argentino Jorge D’Elía, de “O abraço partido”). Ao ser preso pela polícia e obrigado a voltar para o convívio da mãe (Gisele Fróes), Marcelo finge ser Henrique Constantino, filho do dono da Gol - conseguindo, então, o tão desejado destaque.

A trama, o ritmo frenético da produção (de Gustavo Giani) e a paixão do protagonista por aviões valeram a “VIPs” comparações com “Prenda-me se for capaz” (2002), de Steven Spielberg. Há, de fato, semelhanças entre ambos protagonistas. Porém "VIPs'' não tem a leveza e a agilidade dos filmes de ação. Por mais que haja cenas e personagens divertidos, o filme não foge do drama daquele rapaz que quer ser muitas coisas, mas não consegue ser coisa alguma.

Fonte: Jornal Agora