terça-feira, 6 de julho de 2010

Sequência do filme do Bope estreia em outubro nos cinemas




Rio - Está dada a largada. Anote esta data: 8 de outubro. É quando o aguardado ‘Tropa de Elite 2’, de José Padilha — rodado em clima de mistério entre janeiro e abril deste ano — vai chegar às telas de cinema, exatamente três anos após o primeiro filme, lançado em 2007. Para saciar a curiosidade do público e manter o interesse em torno do longa, um trailer com pouco mais de dois minutos foi divulgado, ontem à tarde, na Internet. De olho no megalançamento de ‘Eclipse’, hoje nos cinemas, o vídeo, que contém cenas de tensão e levanta a questão das milícias, será exibido antes das sessões do novo episódio da saga ‘Crepúsculo’ em todo o Brasil.

“O ‘Tropa 2’ gira em torno dos conflitos do Capitão Nascimento (Wagner Moura) com o filho, Rafael (Pedro Van Held), de 15 anos. Treze anos se passaram e o policial está separado da mulher, Rosane (vivida por Maria Ribeiro). Mas é também um filme mais político”, conta André Ramiro, intérprete do Capitão Matias. “O meu personagem funciona como uma costura no filme. A trama toca muito na questão da segurança pública”, diz o ator. Na continuação, ele vai assumir a equipe que era do personagem de Wagner Moura, que, por sua vez, ocupará um cargo na Secretaria de Segurança do Estado. “A questão da polícia continua central”, conta André, sem poder dar mais informações.

Para Milhem Cortaz, tudo o que acontece em ‘Tropa 2’ justifica o primeiro filme. “A origem dos problemas vem lá de trás. Rola menos ação e mais política no filme. O Capitão Fábio agora virou coronel e está metido com a milícia”, conta seu intérprete, satisfeito com o resultado. “O Padilha é um gênio. Ele entra no set sabendo tudo o que quer e cutuca a verdade. É um diretor que veio dos documentários”, elogia Milhem, que prefere não comentar sobre a questão da segurança pública. “Parece que está funcionando de certa forma, vamos torcer”, diz ele.

Já André Ramiro, nascido na Vila Kennedy, reconhece o trabalho das UPPs — assunto não abordado no longa — nos morros cariocas. “É inegável o resultado. Houve melhoras, projetos bacanas. Mas o caminho é árduo. Ainda há muito o que se acertar. Depois do combate ao tráfico, é preciso cuidar da educação, da saúde... É como naquele funk: ‘Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci...’”, cita o ator.

Fonte: O Dia