sexta-feira, 13 de julho de 2007

Globais discutem questões sociais do Brasil em filme



Atores globais lançaram nesta terça-feira, 10, Saneamento Básico – o Filme, que fala sobre a dificuldade do Brasil de sanar necessidades básicas de sobrevivência da população, como o saneamento.

O filme não quer fazer ou responder perguntas, mas mostrar questões humanas. Num país com tantas carências como o Brasil, é sempre um conflito construir cultura, afirma o diretor e roteirista Jorge Furtado.

Um elenco de renomados atores ajudam a construir a história: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Paulo José, Janaína Kremer e Tonico Pereira. "Cada personagem tem uma função na trama", conta Paulo José.

O filme

Numa pequena comunidade do Rio Grande do Sul, um grupo de moradores vê a necessidade e quer fazer uma obra de saneamento básico. Só que a prefeitura não tem dinheiro para fazer a obra, mas tem verba para a realização de um vídeo. Então surge a idéia de documentar a obra e assim obter dinheiro para realizá-la, conta Jorge Furtado. No fim eles gostam muito do trabalho e têm que escolher entre tijolos e a música de Billie Holiday, diz o diretor.

Personagens

Marina, a personagem de Fernanda Torres é quem vai atrás da prefeitura para realizar a obra e tem a idéia de fazer o video-documentário. Ela é quem resolve fazer as coisas, quem faz tudo. É como a produtora, conta a atriz.

Paulo José, Fernanda Torres, Bruno Garcia, Lázaro Ramos e Janaína Kremer durante a coletiva de imprensa realizada em SPAs idéias só são concretizadas por causa de Fabrício, vivido por Bruno Garcia, o dono de uma pousada que tem uma câmera de vídeo. O mais divertido deste papel é que tive que atuar como um cara que não é ator e interpreta muito mal, brinca Bruno.
Já Zico (Lázaro Ramos), é quem mais entende do assunto. Ele conhece mais de audiovisual do que todos, é o cineasta da região, quem percebe o ouro naquilo que a princípio não tem muito valor, diz Ramos, numa clara referência à arte e sua importância na sociedade. Reforçando este pensamento, o filme termina com uma frase de Dostoievski: A beleza salvará o mundo.

Fonte: Ego