domingo, 27 de maio de 2007

Televisão: Olavo é o Darth Vader



Wagner Moura diz que seu vilão em Paraíso Tropical é sombrio pela falta do pai

Wagner Moura ri ao pensar no apelido que o autor Gilberto Braga pode dar ao mau-caráter Olavo, que faz na novela Paraíso Tropical, da Globo. Em Celebridade, o Renato Mendes de Fábio Assunção virou "lourinho beiçudo". O ator baiano, de 30 anos, não arrisca palpite para não dar idéia, mas faz questão de diferenciar as características de sua estréia como malvado na TV do vilão-sucesso de Assunção.

"O Renato era expansivo. O Olavo é para dentro, dissimulado, traiçoeiro, mais cobra e doente.", saboreia.

Como só fez mocinhos na TV, incluindo aí o presidente protagonista da minissérie JK¿, Wagner experimenta uma aproximação diferente do público na rua. Brincalhão, fala macia e pronto para imitar Silvio Santos sem muito esforço no fim da entrevista, já sabia que seria assim.

"Antes só vinham falar para mim querido e fofo. Agora não, ficam me repreendendo", adora.

E completa. "Personagem do Gilberto Braga é maniqueísta mesmo. Os bons são bons, os maus são maus. O Olavo é o Darth Vader, representa o lado negro da força", brinca.

Wagner acha que todos os problemas de Olavo têm relação com a morte do pai.

"Ele tem aquela mãe que é uma mulher horrível (Vera Holtz) e esse lado rancoroso dele se justifica pela falta do pai. Ele é carente e o Antenor (Tony Ramos) não o acolheu", embarca Wagner, defendendo seu personagem.

Pai de Bem (...) do casamento de seis anos com a fotógrafa Sandra Delgado, sua colega de faculdade de Jornalismo, Wagner se dividiu muito nas primeiras semanas de gravação da novela. Além do bebezinho em casa, estava rodando o filme Romance, de Guel Arraes, em que faz par com Letícia Sabatella, como dois atores que se apaixonam na montagem da peça Tristão e Isolda.

"Foi desgastante, mas valeu."


Parmalat para o Bando de Teatro Olodum

(...)Em Ó Paí, Ó, protagonizado pelo amigo e parceiro Lázaro Ramos e dirigido por Monique Gardenberg, Wagner é Boca, personagem em que se permitiu fazer caricatura dos malucos de rua, exagerando nas caretas, e tem cena de embate hipertenso com o aspirante a cantor de Lázaro.

"No Orkut tem comunidade pedindo para não trabalharmos mais juntos. Mas contracenar com o Lazinho é bom porque a gente sabe se entregar na hora certa",
diz.

O filme traz no elenco o Bando de Teatro Olodum, do qual Lázaro participava e onde Wagner o conheceu. Ele tentou até fazer dança afro com o grupo, mas não deu.

"Quando eu me cansava, e me cansava logo, me chamavam de Parmalat", ri.


Fonte: O Dia online
Adaptações: Carol Monteiro
Foto: Site da novela Paraíso Tropical