quinta-feira, 12 de abril de 2007

O primeiro "vilão" a gente nunca esquece



Para quem já foi até presidente do Brasil, em JK (2006), brigar pelo comando do grupo Cavalcanti de Paraíso tropical não está sendo difícil. O grande desafio para Wagner Moura nesta nova etapa é justamente viver um vilão na TV, depois de mocinhos e personagens cômicos.

" É diferente fazer um vilão. Eu conversei muito com a equipe para discutir o tom de Olavo. Acho que ele é mais pra dentro. É cínico, ardiloso, se faz de amigo de Daniel (Fábio Assunção) "
, diz.

Curiosamente, todas essas características são o oposto das de um vilão recente da televisão, de quem Wagner era fã: Renato Mendes, vivido em Celebridade justamente pelo mocinho da trama atual.

"Eu era muito fã dele, adorava aquele jeito expansivo e irônico, que é exatamente o contrário da personalidade de Olavo
, conta o ator.

Essa admiração se reflete hoje numa ótima relação do ator com seu inimigo.

"Conheci Fábio em JK e o acho um colega excepcional. Adorava vê-lo em Celebridade e está sendo muito bom agora trabalhar com ele."
elogia Wagner.

Como bom cínico, Olavo não deixa claro para Daniel que quer derrubá-lo, fingindo-se de amigo. Já com a mãe, Marion (Vera Holtz), sua relação é escancaradamente ruim.

" Ele a trata muito mal, mas ali há um jogo de interesses. A família vive em volta dele, porque Olavo ficou rico e sabe também recorrer à mãe quando precisa, já que ela não vale nada.", conta.

Apesar de calouro na função de malvado em novelas, Wagner Moura já viveu tipos assim no cinema, como o bandidão Zico de ¿Carandiru¿ (2003), e confessa gostar.

"Viver vilão é legal, porque sendo amoral ele pode fazer o que quer, não tem os limites do mocinho."
, explica.

No cinema

Wagner poderá ser visto ainda este ano no filme Tropa de elite. O longa fala do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, o Bope, conta.

Direitos humanos

Com o filme, Wagner conheceu melhor o batalhão.

"É um grupo muito bem treinado, vem gente até de Israel treinar com eles. Mas, em seu perigoso dia-a-dia, por vezes atropela noções de direitos humanos
, diz.


Fonte: Jornal da Paraíba