domingo, 1 de janeiro de 2006

Entrevista com Wagner Moura



Novidade para Moura

O ator nunca interpretou um personagem real antes de JK

ÉPOCA - Como foi viver JK?
Nunca tinha feito minissérie ou personagem histórico, ainda mais dessa importância, nem nunca trabalhei tanto. Mas tem sido um prazer enorme. Emocionei-me ao gravar o começo da vida de JK em Diamantina, a vontade dele de sair dali, a certeza de que ele tinha um destino especial. O personagem está me trazendo uma determinação enorme. JK acreditava nele mesmo. Para ele, não existia isso de desistir ou se cansar. Mais que um exemplo político, é um exemplo humano importante.

ÉPOCA - Que JK vai estar na TV?
Tentei aproximar ao máximo meu trabalho da idéia que eu tinha e do que aprendi sobre ele. As pessoas vão ver um homem pobre que virou presidente do Brasil, construiu uma cidade e teve grande importância para a democracia. Foi um líder tolerante que acreditava nas diferenças.

ÉPOCA - O público vai associar a história humilde à do presidente Lula?
Pode ser, inclusive porque o presidente fica se comparando a Juscelino. Ele não deveria fazer isso, são contextos diferentes. O que a minissérie pode mostrar aos jovens é um valor humanitário, que havia alguém que acendia nas pessoas a vontade de acreditar. Lula também é assim, mas hoje está muito fragilizado. Todos estão muito desencantados.

Fonte: Site da Revista Época