sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Wilker e Wagner Moura se revezarão no papel de JK em minissérie


Prevista para ir ao ar no começo de janeiro do ano que vem, a minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral, que narra a vida do presidente Juscelino Kubitschek --de sua infância até a sua morte--, terá no papel principal dois grandes nomes globais: o queridinho do momento Wagner Moura, que interpretará JK em sua juventude, e o mais experiente José Wilker, que viverá o político em sua maturidade.


Para compor o papel, os dois estão se preparando de maneira bastante distinta. Wagner Moura, por exemplo, que ainda está gravando os últimos capítulos de "A Lua me Disse", em que vive o galã Gustavo, está tendo de se desdobrar entre as gravações e as palestras que Globo tem ministrado sobre a vida e obra de Juscelino Kubitschek.

O ator, que disse ainda não ter tido tempo de preparar nada especificamente para o personagem, pretende usar a criatividade para
dar vida ao presidente. 


"A gente não tem muitos registros dele nessa época mesmo, então, vai ter uma dose de invenção da minha cabeça e do que eu acredito que ele tenha sido"diz. 
"Penso que, acima de tudo, ele era um homem muito otimista e progressista. Acho que JK tinha muita luz, muita energia. As pessoas eram muito seduzidas por ele, pelo seu discurso e pela forma atenciosa com que tratava todo mundo", completa Moura.

Já Wilker, ator com carreira mais extensa na televisão e também com mais experiência em personagens históricos, mostra-se mais confortável com a idéia, apesar de admitir a dificuldade de interpretar um personagem real que ainda possui parentes e amigos vivos para contestar este ou aquele tom que possa ser dado ao relato.

(...)

Além de todas as dificuldades que o papel histórico traz em termos de veracidade, os dois atores terão, ainda, de fazer um "esquema tático" para juntar as duas fases da vida do personagem, de maneira que o público acredite que Wagner e Wilker interpretam realmente a mesma pessoa, mas em momentos diferentes da vida.

"Eu li todo o texto, desde o começo, pretendo ver algumas gravações, mas eu e o Wagner vamos combinar um esquema de personagem para que, quando ele me passar o bastão, eu não fique tão diferente dele e transmita mais credibilidade", revela Wilker.

Fonte: Jornal Agora (texto editado)