terça-feira, 12 de outubro de 2004

Giula Gam faz par com Wagner Moura no teatro

A peça Dilúvio em Tempos de Seca, em cartaz no Rio, mostra um casal tentando se entender durante uma chuva torrencial

O espetáculo Dilúvio em Tempos de Seca é a primeira experiência comum de profissionais consagrados. O autor, Marcelo Pedreira, é novato, revelado na Mostra de Nova Dramaturgia Carioca de 2003, mas Giulia Gam e Wagner Moura têm um currículo farto. Só não tinham trabalhado juntos nem sido dirigidos por Aderbal Freire-Filho, o encenador do momento no Rio.


Giulia queria trabalhar com Aderbal desde que viu sua montagem de A Casa de Bonecas, com Ana Paulo Arósio. "Pensava em outro Ibsen, mas não levamos a idéia adiante. Aí os produtores Sérgio Martins e Jô Abdu me convidaram para fazer Dilúvio, que eu já gostara, porque trata de uma metáfora das relações entre casais e do fim dos credos", adianta ela.Wagner tem uma história diferente. Baiano, ele se criou dentro dos teatros de Salvador e veio para o Rio há quatro anos para o elenco de A Máquina. Desde então, não parou. Estrelou Deus É Brasileiro, O Caminho das Nuvens e participou de Carandiru, além de ser do elenco do humorístico Sexo Frágil, na Globo.


"Dilúvio é mais barra pesada que estes trabalhos, pois mergulha no submundo do autor, onde há droga, bebida e a chuva do título, que impede que os dois protagonistas se comuniquem com o exterior", diz ele.

A peça mostra um escritor e uma modelo que se encontram no momento em que começa uma chuva torrencial. Os dois tentam se entender, mas não conseguem, usam artifícios para se conquistarem mutuamente, mas só chegam a um consenso quando deixam de lado o que não é essencial. Para montá-la, o Dulcina, um teatro antigo do centro do Rio, hoje ligado à Prefeitura, que está praticamente em ruínas (apesar de ter recebido, no primeiro semestre, a montagem de Medéia, estrelada por Renata Sorrah) passou por obras de emergência. O patrocínio é da Embratel, que entrou com R$ 260 mil com recurso à lei estadual, que prevê renúncia ao Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

Fonte: Estadão