sábado, 11 de julho de 2015

Exclusivo: visitamos o set de Narcos, série protagonizada pelo brasileiro Wagner Moura

“Existe o Pablo que conhecemos, que como ator não faz sentido julgar ou seria muito difícil interpretá-lo, e existe o homem de família”, diz o ator; o nascimento do narcotráfico é tema da série da Netflix, que estreia em 28 de agosto.

por Roberto Larroude, de Bogotá
11 de Julho de 2015 às 10:17
 
 
 
 
Impossível falar em tráfico de cocaína e não pensar em Pablo Escobar. “El Padrino”, conforme define o personagem de Johnny Depp no filme Profissão de Risco, “era o cara, o chefe de tudo, O Mágico!”. Em Narcos, série da Netflix sobre o nascimento do narcotráfico, ele certamente será um dos protagonistas. Coube ao brasileiro Wagner Moura a missão de interpretá-lo neste projeto internacional, com dez episódios que chegam ao serviço de streaming em 28 de agosto. “É um ótimo personagem, muito contraditório. Existe o Pablo que conhecemos, que como ator não faz sentido julgar ou seria muito difícil interpretá-lo, e existe o homem de família, o ser humano”, conta o ator. Ele aceitou o convite do diretor e velho amigo José Padilha, com quem trabalhou nos dois filmes Tropa de Elite, antes mesmo de ler o roteiro. A partir daí, já começou a preparação. “Não sabia quando seriam as filmagens, então tive aulas de castelhano por conta própria, me mudei para Medellín e me matriculei na universidade local. Também visitei o bairro que leva o nome dele e foi muito intenso. Tem um mural com a cara [de Escobar] pintada ao lado de Jesus Cristo. Ele é idolatrado”, explica.
Segundo os produtores, o projeto começou como um filme tradicional, mas tiveram a sorte de se envolver com a Netflix e expandir a duração para mostrar enfoques inexplorados, assim como aspectos econômicos e judiciários relativos ao tema, além de relações humanas, militares e até governamentais: “As melhores séries te levam para um mundo que você não conhece, com o qual não é familiarizado. Acho que estamos tentando mostrar a versão mais absurda, e até humorística, do que aconteceu aqui. Pablo Escobar foi candidato a deputado federal. Suplente, é verdade, mas foi eleito! Seu plano era ser presidente, e na época não parecia tão irreal”, conta o produtor executivo e roteirista Chris Brancato. Mas o famoso traficante colombiano não é tema principal da série, como outras obras na televisão e cinema. Sob o ponto de vista do DEA [agência anti-drogas dos EUA], a história foca especialmente em dois agentes, além de outros traficantes: “Muitos filmes falharam ao tentar humanizar Pablo Escobar. Nós não [fizemos isso], ele é um sociopata, um terrorista. Achou um produto perfeito e que foi entregue para o mercado perfeito, os Estados Unidos”, explica o produtor executivo Eric Newman. “Ninguém se aposenta do narcotráfico. Ele acabará morrendo e o Cartel de Medellín será derrotado pelos colombianos. Então, poderíamos seguir acompanhando o Cartel de Cali e depois o Cartel Peruano. A série examina o narcotráfico em diversos países”, completa Brancato.

Luz, câmera, cocaína e violência
O ambiente tipicamente cinza de um estacionamento em Bogotá, capital da Colômbia, não precisou de muito para ficar com o visual do aeroporto em Miami nos anos 1980 e servir de locação para uma importante cena do primeiro episódio de Narcos. Amontoados no canto, esperando a hora de aparecer para as câmeras, algumas dezenas de grandes pacotes de cocaína cenográfica chamam atenção por entre carros de época norte-americanos que estão estrategicamente posicionados. Uma Kombi anda lentamente enquanto outro carro se aproxima e pisca os faróis. De repente, “Corta”, grita o diretor José Padilha. Enquanto preparam luzes e câmeras para outra parte da cena, Boyd Holbrook (Steve Murphy) tem alguns minutos para conversar com Rolling Stone Brasil: “Essa é uma cena muito crucial. Estamos vendo a cocaína entrar no país e trazer junto o crime e a violência. Um acontecimento faz com que meu personagem decida ir atrás da raiz do problema, na Colômbia. Mas é mais complexo do que ele imagina e, para acabar com esse cartel, ele terá de ‘jogar’ como eles. Às vezes temos que fazer o mal para fazer o bem”, analisa Boyd. Ele conta que é o principal narrador da série (seu parceiro, interpretado por Pedro Pascal, faz isso algumas vezes) e tem a função de guiar o espectador, quase educá-lo, sobre tudo que aconteceu naquela época. Pouco antes de ser chamado de volta ao trabalho, alguém da produção pergunta se quer entregar a arma cenográfica: “Deixa ela comigo, só por precaução. Tem muitos jornalistas aqui,” brinca Holbrook.  

Horas antes, no hotel onde o elenco estava hospedado, a atriz britânica Joanna Christie, que vive Connie Murphy (esposa do agente do DEA) falou sobre a própria personagem, que é baseada em uma pessoal real que ela teve oportunidade de conhecer. “Em meia hora de conversa percebemos que somos muitos parecidas, temos atitudes e pensamentos parecidos. Ela encarou se mudar para a Colômbia como uma aventura e foi exatamente o que pensei quando consegui o papel”, conta. “Estava achando que minhas cenas seriam todas domésticas, mostrando quando o marido chega em casa frustrado do trabalho, mas acabei de ler as cenas dos próximos episódios que vamos gravar e vai ficar bem mais agitado”, comemora.
O outro narrador, o agente do DEA Javier Peña, é interpretado por Pedro Pascal, que havia acabo de encerrar de forma brutal sua participação em Game of Thrones. “Acho que participar de uma série como aquela, adorada pelo público e aclamada pela crítica, com certeza faz diferença na carreira. Não vejo as empresas [Netflix e HBO] como concorrentes diretas, elas competem com filmes. Pode ser um clichê, mas trabalhar na Netflix é a realização de um sonho”, elogia o ator. Para ele, gravar nas diversas locações na Colômbia, como La Candelaria – prisão construída pelo próprio Escobar para que cumprisse pena quando decidiu se entregar para as autoridades –, é diferente de tudo que já se viu na televisão. “O país é um personagem da série”, diz. A preparação de Pascal envolveu aulas e simulações táticas em Quantico (Centro de Treinamento da CIA e DEA), além de conhecer o verdadeiro Peña: “Ele acabou de se aposentar, ainda é muito popular. Por onde passávamos as pessoas o cumprimentavam, foi chefe de muita gente em Porto Rico, São Francisco e Houston. É muito adorado. O que faz com que me sinta bem, já que estou interpretando um cara bacana.”
Ainda no set de filmagem, entre um take e outro, Paul Eckstein, um dos produtores e roteiristas da série, também conversa com a imprensa. Quando questionado sobre o fato de os dois filmes Tropa de Elite terem frases marcantes, que ficaram muito famosas (“Pede para sair”, “Missão dada é missão cumprida”), ele analisa as falas de Narcos. “Quando escrevemos o roteiro não sabemos de quais frases o público vai gostar. Mas tem uma cena que envolve uma imagem de arquivo da campanha anti-drogas da Nancy Reagan “Just Say No”, que depois corta para o Pablo lidando com um inimigo, que pode ser marcante [risos]”.

Outros personagens
O nascimento do narcotráfico pode ser comumente atribuído a Escobar, mas ele não fez tudo sozinho. Um dos personagens mais desconhecidos que terá destaque é Gustavo Gaviria, primo de Pablo Escobar e o único que talvez conseguisse controlar os rompantes de violência do traficante. Para interpretá-lo, a produção escalou uma “prata da casa”, o ator colombiano Juan Pablo Raba. Assim que soube que trabalharia com Wagner Moura, escreveu para ele: “Já era fã e avisei: ‘Em primeiro lugar, te amo e estou muito empolgado em trabalhar com você! Seu trabalho foi muito importante para minha carreira, amei o que fez em Tropa de Elite’. Também perguntei o que estava fazendo relacionado ao visual, se estava ganhando peso”, conta, empolgado.
Como teriam muitas cenas juntos, muitos diálogos, precisavam de entrosamento. E nada como muitas horas dentro de um carro para quebrar o gelo: “Nosso primeiro contato foi uma viagem até a Fazenda Nápoles [antiga propriedade de Pablo Escobar] e fomos conversando o tempo todo. Foi um grande risco, podíamos nos odiar e nunca mais olhar na cara um do outro, mas nos entendemos bem. Fico feliz em dizer que fiz um novo amigo”, celebra. Além do apelo profissional, Juan tinha motivos pessoais para querer participar da série e mostrar como todo o país foi afetado pela violência e narcoterrorismo imposto por Pablo Escobar. Entre os atos brutais mais conhecidos do traficante estão a tomada do Palácio da Justiça, em 1985, e a “bomba no avião”, em 1989. “Meu tio morreu no atentado do voo HK 1803, então essa história atinge a todos. Meus amigos de escola tiveram que se mudar, eu fui embora para a Espanha. Não pudemos crescer em nosso próprio país de tão aterrorizante que ele era naquela época” conta.
Outro personagem terá um interprete conhecido dos brasileiros. André Mattos, o Deputado Fortunato de Tropa de Elite 2, dá vida a Jorge Luis Ochoa e entende muito bem a relevância da série: “É um assunto delicado pra a Colômbia, sofreram muito. Nosso papel como artistas é mostrar para as novas gerações como foi essa época, a história real”, contextualiza. “Meu personagem tinha muito dinheiro. Quando Pablo precisava de grana era para ele que pedia. Não era tão violento, era um homem de família. Ele não ‘tocaria fogo’, mas tinha a gasolina e daria para alguém acender, e essa contradição é boa para o trabalho de um ator”, explica. Sobre a experiência de filmar no exterior, ele faz piada e elogios: “O elenco é muito mais jovem que eu, sempre querem sair para se divertir depois das filmagens. Só peço para me deixarem dormir de tão cansado que fico [risos]. Mas tivemos uma coisa especial aqui. E acho que muito disso vem do Padilha, que sabe como nos deixar felizes enquanto trabalhamos. É um ótimo roteiro, muito sofisticado e com muita ação, algo que o José sabe fazer muito bem. E há um bom balanço entre violência e humor”, diz Mattos. 

ompletando a lista de principais fundadores do Cartel de Medellín está Gacha, interpretado por ninguém menos que o porto-riquenho Luiz Guzmán, velho conhecido de Hollywood. “De todos os líderes, ele provavelmente era o mais impiedoso. Cuidava bem de quem gostava, mas era uma pessoa ruim com os inimigos. Um ‘hijo de puta’, como dizem.” O ator brinca que, para se preparar para o papel, vendeu drogas pela internet, mas não deu muito certo: ”Pediram o dinheiro de volta quando perceberam que era talco. Cresci em Nova York, comprar drogas era tão fácil quanto comprar uma bala”, relembra o eterno Pachanga de O Pagamento Final. Ficção x Realidade
Diferente do que acontece em uma rede de televisão, que tem compromissos publicitários e limites do que podem mostrar, o esquema na Netflix é outro: “Além da ausência de comerciais que permite contar histórias em episódios de uma hora sem pausas para intervalos, podemos usar a violência inerente à trama, palavrões que normalmente seriam cortados e cenas mais ousadas. Resumindo, podemos mostrar personagens humanos como realmente são, sem ofender ninguém”, diz Chris Brancato. A ascensão e queda do narcotráfico colombiano têm muitas histórias e situações que, se não estivessem documentadas pela imprensa, seriam inacreditáveis: “Vamos mostrar todos os absurdos da melhor maneira possível. Mas não temos o mesmo orçamento que Pablo Escobar”, brinca Eric Newman.  

terça-feira, 30 de junho de 2015

Nova produtora do Wagner Moura

O Wagner está com uma nova produtora chamada "Stratosfera".
O Rafael Barcellos que cuida da carreira do Wagner Moura, continua sempre junto da gente, enviando materiais exclusivos.
Pessoal, curtam o Instagram da agência, lá vocês sempre terão novidades do Wagner e outros artistas maravilhosos.
https://instagram.com/stratosferacom/


segunda-feira, 29 de junho de 2015

De policial a traficante: Wagner Moura humaniza Pablo Escobar em "Narcos"



Em "Tropa de Elite", o Capitão Nascimento de Wagner Moura subia os morros do Rio de Janeiro para enfrentar os chefes do tráfico. Oito anos depois, o ator vive justamente um chefe do tráfico na série "Narcos" – mas não se trata de um traficante qualquer, e sim do colombiano Pablo Escobar, um dos fundadores do temido Cartel de Medellín.
"Quanto mais eu pesquisava, mais eu o achava um personagem interessante, sem julgá-lo", contou Moura em entrevista ao UOL. "Claro que eu tenho minha opinião sobre ele, mas como intérprete é incrível. É um cara que até hoje é amado por muita gente em Medellín, muito bom com os pobres, um excelente pai, um excelente marido, mas o bandido mais conhecido do século vinte".
Essa dualidade de Escobar facilitou o trabalho do ator na hora de humanizá-lo. "Esses dois lados do Pablo eram muito claros desde o começo. Acho que já li tudo o que escreveram sobre ele. Os amigos eram amigos mesmo. O filho fez um documentário que fazia uma espécie de revisão crítica do pai, mas você vê que é um filho que ama seu pai, que ele era um bom pai. então isso não foi difícil porque o personagem já oferecia isso".
Retomando a parceria com o "parceiraço" José Padilha – que o dirigiu em "Tropa" e no curta-metragem "Inútil Paisagem", do filme "Rio, Eu Te Amo" – Moura acredita que "Narcos" irá agradar aos fãs do primeiro. "O 'Narcos' tem essa coisa da narração, essa coisa do Zé de querer explicar as coisas para as pessoas. Tem ação, tem humor. Só que agora numa escala muito maior dessa pegada câmera na mão, improviso, realidade, falando de uma coisa que realmente existe. O narcotráfico ainda é uma questão a ser debatida, séria, e ao mesmo tempo é superentretenimento. Acho que quem gostou do 'Tropa' vai gostar muito do 'Narcos'".
Desafio de atuar em espanhol
Parte essencial da caracterização de Moura foi aprender o espanhol falado em Medellín – e ele viajou para Colômbia para aprender o idioma. Mas admitiu que foi um "desafio arretado" atuar em outra língua: "Parece que um lado do seu cérebro fica focado só em você falar direito, e o outro em fazer o personagem".
Inicialmente, a série seria gravada totalmente em inglês, mas acabou-se optando por manter o espanhol como o idioma principal dos personagens latinos. "Eu achei ótimo eles mudarem para espanhol, porque sempre achei muito estranho esses filmes de segunda guerra em que os alemães falam em inglês com sotaque alemão".
Tendo atuado com um elenco e uma equipe composta predominantemente por latinos, como o ator chileno Pedro Pascal (o Oberyn de "Game of Thrones"), o ator torce para que "Narcos" faça sucesso também na América Latina. "Uma coisa boa dessa série é que me pôs em contato com o sentimento de ser latino, de estar integrado a uma cultura maior do que a nossa cultura brasileira, porque a gente brasileiro é muito 'Brasil'. Eu espero que seja exitosa nos Estados Unidos, no mundo todo, mas especialmente aqui".
"Narcos" estreia no Netflix em 28 de agosto.

Fonte: Uol

domingo, 28 de junho de 2015

Wagner Moura mudou de corpo para encarnar traficante na série 'Narcos': 'Fiquei gordo'

Para interpretar Pablo Escobar, ator morou seis meses na Colômbia, onde rodou a produção, e aprendeu espanhol.



SÃO PAULO- Além de imagens de arquivo, a série é narrada por Steve Murphy (Boyd Holbook), um policial do DEA (Drug Enforcement Administration, órgão do governo americano responsável por combater o narcotráfico), que explica a trajetória do comércio de cocaína na Colômbia e ascensão de Escobar, que passou de contrabandista a dono de uma das maiores fortunas do mundo, com citação na revista “Forbes”.
Rodada na Colômbia, a atração mostra a história de Escobar em ordem cronológica em dez episódios. Ao conhecer produtores da droga, o criminoso começa a ter ideias de como otimizar a venda e expandir os negócios para o mercado internacional, com destaque para os Estados Unidos, onde chama a atenção do governo. O que impressiona é a rede que o traficante cria na Colômbia, com suborno e ameaças a autoridades de diferentes escalões e olheiros em todos os pontos do país.
— Ele é um cara muito complexo. E essa complexidade está colocada na série. Pablo era um cara muito ligado à família, apaixonado pelos filhos e pela mulher, muito amigo dos amigos de infância mesmo depois de ter ficado milionário. Construiu não sei quantas mil casas para as pessoas pobres e, ao mesmo tempo, é um dos bandidos mais conhecidos do século XX — compara o ator.
Para entrar no clima, Wagner chegou à Colômbia em abril de 2014 e passou seis meses se preparando antes das gravações, que só terminaram em abril deste ano.
— Estava envolvido com o personagem, lendo livros e vendo filmes, documentários. No total, é um projeto que já me levou quase dois anos. Fui só e minha família ficava indo me ver, passava um tempinho lá. Quando eu tinha uma pausa, vinha para o Brasil — recorda-se.
No processo de imersão, teve que ganhar peso para ter a barriga saliente do traficante, que fica evidente nas imagens, em que aparece com o rosto mais redondo.
— Fiquei gordo. Engordei 20 quilos. O mais difícil foi realmente a língua. É e sempre será mais confortável trabalhar em português. Em “Elysium” (2014) foi difícil falar em inglês. Tive que aprender uma língua e sotaque. Eu não sabia espanhol e aprendi o de Medellín. Isso me jogou com força para o personagem — acredita o ator, que teve sessões de prosódia para falar paisa, como é chamado o sotaque da região.
Apesar de já ter perdido parte dos quilos que ganhou em sua estada no país vizinho, o ator não está fazendo dieta, pois terá que ficar mais pesado de novo em setembro, mês previsto para retornar à Colômbia para rodar a segunda temporada da atração do Netflix. Enquanto não viaja, ele permanece no Rio, onde tem reuniões sobre a cinebiografia do guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969), que vai dirigir em 2016.
“Narcos” não é precursora ao contar a biografia do bandido na TV. A série colombiana “Pablo Escobar: o senhor do tráfico”, exibida no Brasil pelo +Globosat — que em agosto reprisa os 74 episódios em formato de novela — é uma das produções mais assistidas do canal. Wagner está entre os que viram:
— Todos os caras que fizeram o Pablo eu adoro ver. Gosto do Andrés Parra (protagonista da série), que traz uma coisa engraçada, meio bufão, o que acho bem legal. Acabo de ver o Benício del Toro no filme “Escobar: paraíso perdido”, que já faz uma coisa mais pesada, o Pablo mais cansado. Tudo isso aí eu vejo e reconheço como o Pablo que eu estudei e pesquisei. Cada um tem o seu olhar.
Apesar de ser um dos poucos brasileiros na equipe de “Narcos”, que reúne artistas latinos de diferentes países, como o chileno Pedro Pascal (o Oberyn Martell de “Game of Thrones”), Wagner Moura foi escalado por causa de sua exposição mundial, que começou com “Tropa de elite”. Hoje, o ator tem em seu currículo produções internacionais como “Elysium”, em que atuou ao lado de Matt Damon, na pele de um bandido, e “Trash: a esperança vem do lixo” (2014), de Stephen Daldry, estrelado por Rooney Mara e Martin Sheen. Ele garante não se sentir parte do esquema de Hollywood:
— Eu não sinto que estou assim. Os americanos veem muito a carreira. Eu não vejo isso como a minha carreira, vejo como a minha vida. As escolhas que faço são coisas que vão me enriquecer na minha vida, que vão fazer sentido na minha vida pessoal. Sempre peso a minha família, tenho três filhos, moro no Rio. Agora que estou falando espanhol, tenho mais vontade de fazer filmes na Argentina, no México. E aberto a personagens bons nos EUA e aqui no Brasil.
No dia em que conversou com a Revista da TV, durante um evento em que o Netflix levou a São Paulo parte do elenco de suas séries originais, como “Orange is the new black”, o baiano tinha o mesmo status de estrela que seus colegas gringos, com entrevistas cronometradas e um entourage que o acompanhava pelos corredores de um hotel.
Por conta de “Narcos”, Wagner teve que recusar convites para outros trabalhos.
— A série é um comprometimento maior que um filme. Agora mesmo eu ia fazer o remake do “The magnificent seven” (com Chris Pratt, Denzel Washington e Ethan Hawke) e não pude porque a Netflix me queria para divulgar essa temporada. Mas é assim. Estou muito feliz de estar lançando essa série porque tenho orgulho — minimiza.



Distante da TV desde 2007, quando atuou em “Paraíso tropical”, o artista trilhou um caminho bem-sucedido no cinema e fez parte do elenco de filmes elogiados, como “Praia do Futuro” (2014), em que causou furor ao aparecer em cenas de sexo com outro homem. Entretanto, Wagner jura não ter desdém pelo veículo que lhe deu popularidade.
— Veja que engraçado. Estou fazendo televisão (em streaming). Eu ia fazer agora na Globo a série “Dois irmãos” (estrelada por Cauã Reymond), fiquei quase dois anos esperando o Luiz Fernando Carvalho. Quando aconteceu, eu já estava envolvido com “Narcos” — revela ele, que reconhece a mudança no mercado brasileiro:— A novela é um produto diferente, muito latino e da cultura brasileira. Você demora um ano fazendo. Mas, a Globo está produzindo mais séries boas, entendeu que não compete com a Record e SBT, ela concorre com Netflix e HBO. O padrão de qualidade aumentou. Se aparecer uma coisa boa na Rede Globo e quiserem que eu faça, eu vou fazer também.
Além do lado artístico, Wagner é conhecido por seu engajamento político. O ator, que já apoiou Marina Silva, sente que o país não passa por um bom momento.
— Muito antes dessa coisa do petrolão e escândalos de corrupção, eu dizia que o Brasil melhorou muito nos últimos dez anos e piorou nos últimos dois. Há uma crise evidente, só não vê quem está ideologicamente cego. Uma crise ética, institucional, falta de crença absoluta nas instituições, o que é perigoso, leva a radicalismos, gente na rua pedindo a volta da ditadura. É uma coisa complexa — analisa o baiano, que afirma ter sido alvo de comentários por seu posicionamento: — Recebi críticas da direita e da esquerda. Depois da última eleição, tão acirrada, virou o país do Fla-Flu. Fiquei feliz por não estar aqui nas eleições (de 2014, em que não votou).
Ele, porém, defende que alguns aspectos nos rumos que o país tomou nos últimos anos.
— Essa crise não descarta os avanços, a quantidade de pessoas que saíram da miséria, o aumento de uma classe média que está na rua protestando. O exemplo legal é a Colômbia, um país destruído há 20, 30 anos, que se reconstruiu. É possível. É um país que se reconstruiu com a valorização da ideia de cidadania. É terceiro mundo igual a gente. Há exemplos legais para tirar de lá.
*O repórter viajou a convite do Netflix

Fonte: O Globo

sábado, 27 de junho de 2015

Feliz Aniversário Wagner Moura - 2015



Hoje, 27 de julho, é o dia de parabenizar ainda mais este baiano: nosso querido Wagner Moura, que está completando 39 anos. O Blog Oficial (Paula e Carol) desejam ao Wagner tudo que há de melhor, e que com o talento que possui, continue nos brindando cada vez mais com seus trabalhos e a sua arte, tendo assim, mais um ano glorioso em sua vida.
Só temos que agradecer o carinho que o Wagner sempre recebe eu e a Carol, isso é essencial para que continuemos fazer essa divulgação e trazer sempre o melhor para você que é fã.
A ideia é postar as mensagens especiais que recebemos pelo inbox aqui da nossa página no Facebook! E postar no blog para ele ver (ele sempre acessa o blog).

Por: Paula Andréia  


Homenagem fofa da Izabele Miranda (merece postagem especial):

Há 39 anos nascia uma lenda,uma pessoa que revolucionaria o mundo artístico , que emocionaria pessoas e que inspiraria uma legião.
Wagner, você é sem a menor duvida, a pessoa que me fez mudar o conceito sobre o mundo das artes, me inspirou mais a descobrir sobre a política do nosso país, e, tenho a certeza que você desperta esse sentimentos por onde passa. Obrigada por me ajudar, mesmo sem saber, a descobrir novas coisas, por estar sempre me inspirando e por sempre estar me arrancando sorrisos,lágrimas e muuitos suspiros (sim, MUITOS :D)
Nunca deixe de mostrar o seu dom e talento pro mundo !! Netflix vai tremer dia 28 DE AGOSTO!!!!!!
Feliz aniversário, Wagner Moura! Felicidades, muita saúde e amor pra você e pra sua família. Sucesso,paz e muitos anos de vida! Todo meu carinho, respeito e admiração à você!


Fernanda Oliveira de Belo Horizonte nos enviou esta montagem: 



Homenagem fofa da Joyce Almeida, 18 anos - RJ:
Parabéns Wagner, muitos anos de vida, mt amor, saúde e sucesso. Que você continue sendo esse cara inteligente, respeitado, reservado, lindo, que curte a família e trabalha de uma maneira maravilhosa e que tanto admiro. Obrigada por me dar a honra de assistir a sua arte. PARABÉNS novamente, que você aproveite bem o seu dia junto à sua familia. Espero um dia conhecê-lo pessoalmente. Beijos e felicidades, do fundo do meu coração.






Chegou uma homenagem da China, de uma estudante de cinema que adora os trabalhos do Wagner, obrigada Sean:
Sean Shihao Zhang
Happy birthday Wagner! This is Sean from China. I first knew you from Elite Squad and it's one of my favorite films. Your performance was so incredible that I completely fell in love with your character. Then in Fraia do Futuro, you took a huge risk but you again did a wonderful job. We got to see the soft and vulnerable version of you and your performance was so sentimental, which proves you again is one of the best actors in the world. As a film student, I admire your work so much and learned a lot from you. Hope you have a great birthday and best wishes to you and your family. Keep up the good work! - Sean




Montagem e poeminha feitos pela Nathalie Lopes (que graça):

Ser sorriso dentro de você
Ser sorriso na vida das pessoas
Ser sorriso pra todos os momentos
Ser sorriso em qualquer direção do vento.



O clube do coração do Wagner, não esqueceu dele...
Pessoal do Vitória que imagem linda!






Por fim mais uma imagem para vocês feita por nós do blog:


#NiverWagnerMoura

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Wagner Moura anuncia que 'Narcos' estreia em 28 de agosto no Netflix

Ator interpreta o traficante colombiano Pablo Escobar; veja foto. Diretor é o também brasileiro José Padilha, de 'Tropa de elite'.



O ator Wagner Moura anunciou nesta quinta-feira (25), em vídeo publicado nas redes sociais do Netflix, que a série "Narcos", na qual interpreta o traficante colombiano Pablo Escobar, estreia no dia 28 de agosto.
Produção original do seviço de vídeos por streaming, "Narcos" é dirigida pelo também brasileiro José Padilha, de "Tropa de elite" (2007) e "Tropa de elite: O inimigo agora é outro" (2010).
Padilha é ainda produtor-executivo, ao lado de Eric Newman ("Filhos da esperança"), Doug Miro e Carlos Bernard ("O aprendiz de feiticeiro"), e Chris Brancato ("Hannibal"). Outro brasileiro que está na série é o ator André Matos ("Tropa de elite: "O inimigo agora é outro").

Filmada na Colômbia, a série tem, em sua primeira temporada, dez episódios. Todos vão estar disponíveis na mesma data.
A sinopse oficial descreve que "as crônicas de 'Narcos' mostram as emocionantes histórias da vida real dos chefões do tráfico no final dos anos 80 e os esforços brutais realizados pela lei para detê-los".

"A série mostra com detalhes o choque entre as forças em conflito – legais, políticas, policiais, militares e civis – que culmina em um esforço para controlar a commodity mais poderosa do mundo: a cocaína."
Elenco
Além de Wagner Moura como Pablo Escobar, o elenco tem Boyd Holbrook ("Garota exemplar") e Pedro Pascal ("Game of thrones") como agentes reais da DEA (sigla da agência antidrogas dos Estados Unidos), Stephen Murphy e Javier Peña.

Além deles, "Narcos" tem precença dos atores colombianos Juan Pablo Raba ("El corazón del océano") e Manolo Cardona ("Covert affairs"), da britância Joanna Christie, das mexicanas Stephanie Sigman ("James Bond, Spectre") e Ana de la Reguera ("Nacho libre") e do aporto-riquenho Luis Guzman ("Boogie nights").


Fonte: G1