sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Wagner Moura começa a rodar 'Marighella', sua estreia na direção


Por


Bob Wolfenson / Divulgação


Ator e diretor diz que filme sobre guerrilheiro 'não será imparcial'.

RIO — Wagner Moura sabe que o tema que escolheu para seu primeiro filme como diretor será visto como um manifesto político de um ator associado a uma ideologia de esquerda. Mas ele não se importa, pelo contrário: “A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque”, diz.
O ataque começa amanhã, dia do início das filmagens de “Marighella”, longa-metragem sobre o guerrilheiro baiano Carlos Marighella. Produzido pela O2, o filme vai acompanhar a vida de Marighella entre 1964 e 1969, até sua morte por policiais numa emboscada em São Paulo.

Desde então, Marighella é lembrado por um lado como um símbolo de resistência; e, por outro, como um terrorista que aderiu à luta armada contra a ditadura. O personagem será vivido por Seu Jorge, num elenco que terá ainda Adriana Esteves e Bruno Gagliasso, entre outros.
Em entrevista ao GLOBO, Wagner explica que pretende que seu “Marighella” seja mais sobre os dias de hoje do que sobre o passado.

Você está perto de começar a rodar seu filme sobre o Carlos Marighella, uma história à qual você sempre se referiu com muito carinho e vem desenvolvendo há bastante tempo. É seu projeto de vida?

Eu comecei com essa história no início de 2013. É um projeto que transcende o cinema, porque fazer um filme sobre Marighella no Brasil de 2017 não é uma coisa simples. Não apenas eu, qualquer pessoa que entra no filme tem uma vontade de falar de resistência. De falar não do Brasil de 64, mas do Brasil de agora.
É disso que a gente vai falar, a gente vai falar de pessoas que resolveram resistir, resolveram dizer que não estavam a fim de se submeter. Todos os envolvidos sabem que não estão fazendo simplesmente um filme, é uma obra que cata o zeitgeist e que enfrentará muita resistência.

O que o Marighella pode representar para nossa sociedade hoje? Há a impressão de que há uma certa conformidade com tudo que tem acontecido. Por exemplo, o protesto em frente à Alerj, no dia da votação em que os deputados decidiram soltar o Jorge Picciani, estava bem mais vazio do que outras manifestações.

Este filme não vai ter nenhum sentido se não representar alguma coisa, sobretudo para as pessoas pelas quais ele lutava. Contar a história de um homem negro que liderou a maior resistência a um poder opressor nos anos 60 não é falar daquela época. É falar do agora.
Eu quero que as pessoas enxerguem no Marighella um modelo de resistência, um cara que deu sua vida pela revolução, pelos outros, por uma causa. Ele não acharia normal pessoas não terem casa, não acharia normal o Picciani ser solto pelos companheiros da Alerj. Mas é claro que essa narrativa não agrada a todo mundo.

Num ano de eleição, as reações podem ser ainda maiores, não?

A gente está preparado para isso. Eu não sei se vou conseguir lançar antes da eleição, mas se eu puder eu lanço. Eu quero que o filme seja um depoimento nosso contra a escrotidão, contra a injustiça, a falácia, a opressão, o golpe. Contra o golpe.
Não tem essa de dizer que o filme é imparcial. Meu filme não será imparcial, será um filme sobre quem está resistindo. A esquerda está numa situação difícil, a gente está nas cordas. Os artistas estão ao ponto de ter que dizer que não são pedófilos. A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque.

Você teme algum boicote ao filme por conta do tema?

É engraçado. Eles colocam numa revista que o filme será feito com R$ 10 milhões. E colocam de um jeito para que a opinião pública corrobore esse sentimento de ódio a artistas. Nós tivemos autorização para captar, mas não conseguimos captar tudo isso, só que vamos filmar mesmo assim (a captação está, até aqui, em cerca de 60% do total).

Mas os patrocinadores explicitaram que não apoiariam o filme devido ao Marighella?

Alguns sim, de forma veemente. Outros saíram pela tangente. Eu sou um artista que tem falado para caramba, ainda mais fazendo filme sobre Marighella, então tem uma galera que tem medo de entrar.

Ainda sobre o boicote, será que essa perseguição não tem gerado distorções dos dois lados? Eu lembro que, na época dos lançamentos de “Real — O plano por trás da história” e “Polícia Federal — A lei é para todos”, houve gente mais ligada a um campo ideológico oposto criticando os filmes sem ver.

Com certeza toda polarização tende a ser burra. A inteligência mora em algum lugar entre uma coisa e outra, e sou completamente refratário a qualquer tipo de boicote. Mas é natural que a quentura da política norteie que filme ou peça que você vai ver.
Eu não vi nenhum desses filmes, mas o que eu sei é que o filme da Lava-Jato (“Polícia Federal”) custou R$ 16 milhões, e ninguém sabe de onde veio o dinheiro. Enquanto eu sou chamado de “ladrão da Lei Rouanet”, tem uma galera fazendo com mais facilidade seu trabalho.
Não estou os julgando, nem os conheço e torço para que o filme tenha sido bem-sucedido. Mas este momento de polarização gera distorções como essa. Tem sido muito difícil para a gente captar por causa do tema, e parece que foi mais fácil para a galera fazer o outro.

Bob Wolfenson / Divulgação


No meio da pré-produção, vocês mudaram o ator que vai viver o protagonista: saiu o Mano Brown e entrou o Seu Jorge. Por quê?

A gente começou esse projeto, e eu tinha o Brown muito na minha cabeça, porque ele simboliza muito o que o Marighella representa. Simbolicamente, Brown é um Marighella. Mas a gente deu azar que o mês de outubro foi o mês em que os Racionais tiveram mais shows. Eu tenho certeza de que se fosse a carreira solo dele, o Brown teria desmarcado os shows, mas os Racionais não são só ele. E foi muito difícil casar as rotinas de ensaios com as viagens para shows.
Então a gente, de comum acordo, decidiu que não daria para conciliar. Fomos para um cara que tem mais experiência, que eu admiro muito, que é meu amigo, e que eu já tinha considerado para o filme, que é o Seu Jorge.

Que diretor você espera ser?

Eu tenho me surpreendido . O que vou dizer vai soar pretensioso, mas vou dizer assim mesmo: tem sido muito natural para mim. E também estou cercado por uma equipe ótima, com quem já trabalhei.
Será um filme de câmera na mão o tempo todo, vou tentar imprimir essa energia nas cenas, e com muito amor sempre. Che Guevara dizia que o sentimento maior que guia um revolucionário é o amor. Para um cineasta, é a mesma coisa.

Fonte: O Globo
Por: Paula Andréia 
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Marighella, filme de estreia de Wagner Moura na direção, define elenco

Cinebiografia encontra-se em fase de desenvolvimento desde 2013.



Em desenvolvimento desde 2013, o filme de estreia de Wagner Moura na direção finalmente começa a ganhar corpo. Segundo informa O Globo, a cinebiografia Marighella - O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo terá Seu Jorge no papel principal, Adriana Esteves como sua companheira de luta e Bruno Gagliasso como o policial responsável pelo homicídio do guerrilheiro.
Ainda de acordo com a reportagem do periódico carioca, mais de 800 atores - incluindo o músico Mano Brown, líder do Racionais MC's - fizeram testes para os papéis principais do longa de Moura. A cinebiografia seguirá os passos de Carlos Marighella, guerrilheiro, poeta e político que chegou a ser considerado o "inimigo número um" da ditadura brasileira e que foi assassinado pela autocracia militar em 1969.

Moura, que deu uma pausa em sua carreira de ator após a segunda temporada de Narcos para se dedicar à sua estreia como cineasta, já começou a ensaiar com os atores em São Paulo. Baseado no livro homônimo de Mário Magalhães, Marighella - O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo deve começar a ser gravado nos próximos meses.

Fonte: Adoro Cinema

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

RESENHA* Exodus - de onde eu vim não existe mais: filme sobre drama do refugiado

De em outubro 13, 2017  

Tarcha, nascida no Saara Ocidental, foi expulsa de sua terra e hoje vive na fronteira, repleta de minas terrestres


Um dos problemas cruciais da humanidade hoje é a questão da imigração e o drama das pessoas que são obrigadas a deixar suas terras, por motivos distintos, para tentar a vida em outros países, que nem sempre são solidários aos refugiados. Para tratar desta questão tão grave, o documentário Exodus- de onde eu vim não existe mais — dirigido por Hank Levine da produtora brasileira O2 Filmes em coprodução com a Alemanha —, acompanha a trajetória de vida de seis imigrantes.
Partindo de São Paulo, o filme mostra como vive a síria Dana que trabalha como secretária em uma mesquita e deseja reencontrar a família no Canadá. Na Alemanha são dois os casos relatados, o da ativista Napuli que deixou o conturbado Sudão do Sul e Bruno, que abandonou o Togo, na África, e viveu anos num espaço para refugiados, uma espécie de prisão; hoje ele luta por outros refugiados residentes na Alemanha. Em Mianmar o filme retrata o drama do casal Lahtow e Mahka, que perderam o direito de morar na casa deles, pois vivem em região de guerra. Já o caso da idosa Tarcha é terrível: nascida no Saara Ocidental, ela foi expulsa de sua terra e é testemunha da opressão marroquina, vivendo hoje na fronteira de seu país, repleta de minas terrestres. Por último, o documentário mostra a trajetória de Nizar, sírio-palestino que tem uma passagem pelo Brasil, mas seu destino é a Alemanha, onde tentará um visto de permanência para estudar.

A síria Dana trabalha numa mesquita em São Paulo e quer reencontrar a família no Canadá

O filme é recortado com as histórias dos personagens e aos poucos o espectador vai tendo a dimensão do drama que é ter de deixar sua casa, seu país e tentar a vida em outro local, com outra cultura, outro idioma, outra realidade. Os motivos são os mais variados, desde a miséria e a fome até a guerra, a luta pelo poder, a ganância humana. Com roteiro e direção de Levine, o documentário em diversos momentos traz textos para elucidar fatos históricos sobre o que ocorre hoje ou o que aconteceu nas regiões dos personagens retratados no filme. Em off, o ator Wagner Moura também faz  interferências, mostrando o horror porque passam os milhões de pessoas pelo mundo, em suas marchas e em campos de refugiados (que mais parecem campos de concentração!). O discurso da sudanesa Napuli é ácido e incisivo: “Não somos todos iguais neste mundo?”

A ativista Napuli deixou o Sudão do Sul e hoje luta ao lado do marido alemão pelos refugiados


Mais do que retratar o drama da imigração nos nossos dias, o documentário provoca uma reflexão profunda de todos nós. Wagner Moura é o porta-voz desta voz indignada:
“Qual o preço de se ter um lugar para respirar? Quem tem o direito de viver em paz? Quem merece morrer com medo?”


Questionamentos profundos que remetem a uma reflexão do nosso papel neste conturbado, injustiçado e polêmico mundo contemporâneo.

Texto de: em outubro 13, 2017


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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Minha Canção - The Smiths *participação do Wagner Moura


Episódio desta semana, do programa Minha Canção, traz The Smiths e participação especial de Wagner Moura. Enquanto a música pop ia tomando novos e diferentes rumos,​ ​quatro​ ​ rapazes​ ​da​ ​classe operária​ ​de​ ​Manchester,​ ​ao​ ​norte​ ​na​ ​Inglaterra,​ ​criavam​ ​o​ ​que​ ​seria​ ​a​ ​mais influente​ ​banda ​ ​inglesa​ ​dos anos 80:​ ​The​ ​Smiths. As​ ​letras​ ​do​ ​Morrisey ​ ​são​ ​carregadas​ ​de​ ​sentimentos​ ​fortes,​ ​amores​ ​loucos, desilusões​ ​devastadoras. E é sobre elas que a Sarah Oliveira e o Wagner falam no programa.
Minha Canção, apresentado por Sarah Oliveira, é um programa de rádio que faz uma viagem pelas músicas e artistas que ecoam em nossos corações.
Acompanhe o programa na íntegra, ao vivo, em 107,3 - Rádio Eldorado.
Pela web: no site Território Eldorado ou baixe o app gratuito da Rádio Eldorado.
Toda Sexta-Feira e Domingo. Às 17h.
 Às Quartas, novos vídeos com os melhores momentos de cada programa.

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Nova temporada de "Bipolar Show" estreia dia 19/09, às 21h30

Michel Melamed mistura humor, tristeza e raiva em temporada crua, trazendo encontros com Wagner Moura e Débora Falabella.



Pelo terceiro ano consecutivo, Michel Melamed anuncia: “Bipolar Show está no mar”! Mas, para se manter fiel ao seu formato original, o programa uma vez mais mudará tudo, trazendo novos cenários, locações e figurinos. O objetivo principal, no entanto, continua sendo o mesmo, possibilitar um encontro livre entre dois artistas, nos mais diversos estados de humor. Entre os convidados da atração estão Wagner Moura, Eliane Giardini, Débora Falabella, Gabriel Leone, Alice Wegmann, Luís Miranda e Maria Luisa Mendonça, entre outros.
Criada e dirigida pelo apresentador, a nova temporada é definida por ele como essencial e crua. Os cenários, tradicionalmente alusivos ao mobiliário dos late shows americanos trazem, desta vez, apenas linhas estruturais e em duas locações distintas: o Instituto Europeu de Design, nas ruínas dos históricos Cassino da Urca e Tv Tupi, e no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ao ar livre, com câmeras abertas aos estudantes. Poetas como Chacal, Bruna Beber e Geraldinho Carneiro passam a falar poemas ao fim de cada episódio no lugar do número musical dos anos anteriores, e os quadros também foram abolidos, centrando cada programa na profundidade das conversas e na emoção dos convidados em cena.

Estreia: terça, dia 19/09, às 21h30.
1° Horário: terça, às 21h30.
Alternativos: quarta, às 13h e domingo, às 16h.

Assista às temporadas anteriores pelo Canal Brasil Play.

Fonte: Canal Brasil  

Por: Paula Andréia
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Wagner Moura fala sobre participação

Wagner Moura fala sobre participação ao Celebrar Betinho, site criado para homenagear Herbert de Souza 20 anos depois de sua morte. Confira o vídeo: https://goo.gl/asRY3A
Aproveite também para navegar no www.celebrarbetinho.org.br e ficar por dentro das novidades, como o Prêmio Betinho Imagens de Cidadania que está com inscrições abertas.


#CelebrarBetinho #PrêmioBetinho #Betinho #ImagensDeCidadania #democracia #participação #princípiosdademocracia

Por: Paula Andréia
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Fonte: Celebrar Betinho

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Teaser do filme ‘Bingo: O Rei das Manhãs’ com participações especiais

Nunca foi segredo que o papel do Palhaço Bingo, no filme de Daniel Rezende, foi feito para o Wagner Moura.  E o novo teaser do filme, que estreia ainda este mês, brinca com isso.



Nele, Vladimir Brichta (que será o palhaço Bingo) encontra Wagner se maquiando no camarim e dizendo que fará o filme, pois abriu uma brecha na sua agenda, já que o personagem da série que estava gravando – e que o fez recusar o papel do palhaço – morreu inexplicavelmente (ironia pura).
O diálogo dos dois no camarim é hilário e com direito ao Wagner propondo que eles dividam o papel, e que ele pode fazer um palhaço que fala espanhol.
Por fim, Wagner acaba concordando em abandonar o filme, e solta a frase mais engraçada do teaser: Mas vai ter um filme do ‘Patati Patatá’ e quem vai fazer essa porra, sou eu!
E veja o vídeo até o final, irá encontrar outro ator baiano querendo ser o palhaço do filme.
Assista o teaser completo aqui:



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Fonte: Cinematologia (texto escrito por Paula Andréia que é colunista do site)