segunda-feira, 14 de abril de 2014

Recordando - Carga Pesada



Carga Pesada foi uma série de televisão brasileira exibida originalmente pela Rede Globo de 22 de maio de 1979 a 2 de janeiro de 1981, às terças-feiras no horário das 22 horas. Neste período teve um total de 54 episódios.

Esta primeira versão da série tinha em sua equipe de criação Carlos Queiroz Telles, Gianfrancesco Guarnieri e Walter George Durst. A supervisão de texto era de Dias Gomes. Um programa de Daniel Filho e direção de Gonzaga Blota e Milton Gonçalves.

A ideia do seriado surgiu em 29 de março de 1978, data de exibição do Caso Especial "Jorge Um Brasileiro". Original de Osvaldo França Jr., contava a história de um caminhoneiro que transportava cargas pelo interior de Minas Gerais. Este especial tinha produção de Nilton Cupello, direção de Paulo José e supervisão de Ziembinski.

Cinco episódios foram reprisados no Festival 25 Anos, em Março de 1990, com apresentação de Stenio Garcia. Cinco anos depois, de 27 de março de 1995 a 31 de março de 95, no Festival 30 Anos — foram também reprisados cinco episódios.



A série voltou a ser exibida a partir do dia 29 de Abril de 2003, nas noites de sexta-feira, sendo escrita por Walther Negrão. Os realizadores da versão atual fizeram questão de frisar à época do lançamento que não se trata de um remake, mas sim de uma continuação da versão anterior, duas décadas depois.

O programa teve seu final anunciado em 2008, após o final da 5ª temporada, em setembro de 2007. O cancelamento foi causado pela agenda cheia dos atores principais, que estariam sendo usados em outros projetos da emissora. Apesar disso, o canal afirmou que o programa pode voltar.

Carga Pesada conta a história de dois caminhoneiros, Bino (Stenio Garcia) e Pedro (Antonio Fagundes), que rodam as estradas brasileiras transportando mercadorias. Em muitas ocasiões eles se envolvem em romances e, em outras, enrascadas com bandidos e ná maioria das vezes se dão muito bem.

Elenco: Antonio Fagundes - Pedro Alves Gomes Melo Vargas de Carvalho Silva Na primeira versão - Pedro Marques Xavier Stênio Garcia - Setembrino Correia de Souza Na temporada de 2003, Wagner Moura também fez parte do elenco principal, sendo o filho do Bino, Pedrinho.



Veja uma cena de Wagner na série:


Fonte: Wikipédia

domingo, 13 de abril de 2014

Praia do Futuro: Novo cartaz traz Wagner Moura como destaque

Nesse drama que traz Wagner Moura como protagonista, conta a história de Donato, um salva-vidas que trabalha na Praia do Futuro em Fortaleza. Depois de fracassar no resgate de um turista, ele acaba conhecendo o amigo da vítima, o alemão Konrado (Clemens Schick), e assim resolve recomeçar sua vida em Berlim. Anos se passam e seu irmão mais novo Ayrton (Jesuíta Barbosa) resolve ir até a Alemanha para encontrar seu irmão.
Com direção Karim Ainouz, o drama Praia do Futuro traz Wagner Moura com destaque em novo cartaz.
Praia do Futuro tem estreia programada para o dia 15 de maio.



Fonte: Wordpress 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Confirmado: Wagner Moura será Pablo Escobar em série realizada por José Padilha



Depois de terem trabalhado juntos na franquia Tropa de Elite, o realizador José Padilha e o ator Wagner Moura vão voltar a colaborar, desta vez numa série produzida pela Gaumont International Television e pelo Netflix. E depois de ter sido o famoso Capitão Nascimento, Moura será agora o famoso narcotraficante colombiano Pablo Escobar, lider do cartel de Medellín, reverenciado pelos pobres como um novo Robin Hood e temido pelas estruturas de poder. Em 1992, por exemplo, para evitar sua extradição para os Estados Unidos ou seu assassinato pelo cartel rival, Escobar foi «detido» na sua luxuosa prisão particular, La Catedral, que ele próprio construiu. Na época o traficante negociou um acordo com o governo colombiano onde seria preso por cinco anos com a garantia da sua não extradição para os Estados Unidos. Entretanto, a sua "prisão" parecia mais um clube particular ultra-seguro e ele não se importou muito com a sentença, sendo visto várias vezes fora da zona de detenção, nas compras e festas em Medellín. Escobar viria a ser morto em 1993 numa operação conjunta das forças colombianas, fortemente apoiadas pelos EUA. O projeto, denominado Narcos, nasceu como um filme, mas durante o seu desenvolvimento foi transformado em série de maneira a acompanhar com maior tranquilidade a vida e a morte do traficante. Padilha irá supervisionar e realizar a primeira temporada de 13 episódios. Chris Brancato, conhecido pelo seu trabalho de produção em séries como Law & Order: Criminal Intent, será o produtor executivo/showrunner deste projeto. 

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Fonte: C7nema

quarta-feira, 5 de março de 2014

Os desafios de Wagner Moura

Por Camila Balthazar
Fotos Fernando Young



O ator volta às telas do cinema como protagonista do filme “Praia do Futuro”, dirigido por Karim Aïnouz, com estreia prevista para o dia primeiro de maio. Mas a rotina do baiano não dá sossego. Entre seus projetos principais, Wagner dedica-se a um novo desafio: dirigir seu primeiro longa-metragem, que contará a história do revolucionário Carlos Marighella
Wagner Moura é fã de café coado – e, de preferência, em uma xícara grande. “Não existe mais café coado no universo. Só na casa das pessoas”, diz o ator, deixando escapar um traço de sua personalidade, a simplicidade. Não gosta de glamour e menos ainda de ser tratado como celebridade. Atuar, para ele, é apenas um ofício. Natural de Salvador, tem a Bahia, até hoje, como sua grande paixão e o melhor destino do mundo para viajar com os três filhos – Bem, Salvador e José – e a mulher, a fotógrafa Sandra Delgado.
Formado em jornalismo, optou definitivamente pelos palcos quando percebeu que a arte lhe oferecia mais possibilidades do que a rotina na redação. “Naquela ocasião, isso parecia um absurdo, mas no fundo eu já sabia o que queria”, lembra. Wagner chamou a atenção da crítica já em seu primeiro espetáculo no Rio, “A Máquina”, em 2000. Logo depois, foi chamado por Cacá Diegues para protagonizar o filme “Deus é brasileiro”. O sucesso popular veio em 2007, ano do ambicioso personagem Olavo Novaes, da novela “Paraíso Tropical”, e também do Capitão Nascimento, do filme ‘Tropa de Elite”, dirigido por José Padilha. O longa recebeu o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim 2008, e teve sua continuação lançada em 2010: “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro”.
Agora, em 2014, o ator esteve mais uma vez na capital alemã concorrendo ao Urso de Ouro com o filme “Praia do Futuro” – coprodução entre Brasil e Alemanha, que estreia nos cinemas brasileiros no dia primeiro de maio. Dirigida por Karim Aïnouz, a trama conta a história do salva-vidas Donato, interpretado por Wagner, que trabalha na Praia do Futuro, em Fortaleza. Quando falha pela primeira vez em resgatar uma vida no mar, Donato acaba conhecendo Konrad (Clemens Schick), um alemão, piloto de moto velocidade, amigo do afogado. Donato parte com Konrad para Berlim e desaparece, deixando o irmão mais novo para trás. Anos depois, Ayrton (Jesuíta Barbosa), já adolescente, se aventura em busca de Donato para um acerto de contas com aquele que considerava seu herói.
Em breve, Wagner deverá fazer sua estreia atrás das câmeras. Ele se prepara para levar às telas um filme sobre a vida de Carlos Marighella, político baiano que lutou contra o regime militar e foi assassinado em 1969. Será a sua primeira experiência como diretor. O novo projeto ocupa grande parte de seu tempo. O roteiro, escrito por Felipe Braga, será baseado no livro “Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo”, do jornalista Mário Magalhães. Produzido pela O2 Filmes, empresa do cineasta Fernando Meirelles, o filme está previsto para ser rodado no final de 2015 e lançado em 2016. Em entrevista exclusiva à Avianca em Revista, o ator compartilha detalhes sobre diferentes aspectos de sua vida.



Como é o seu processo de incorporação de personagem?
Nenhum processo é igual a outro. O bom de cada experiência é justamente a possibilidade de aprender alguma coisa nova com os colegas, os diretores, a equipe. Então, o que eu procuro é justamente estar aberto a esses encontros.
Há aprendizados durante cada novo processo, seja uma novela, cinema ou teatro?
Eu acho que, no fundo, é por isso que eu sigo trabalhando como ator. A pessoa que eu sou não difere do artista. Não gosto do termo “carreira”. Quando resolvo fazer alguma coisa, penso logo no que aquilo pode acrescentar à minha vida. Não faz mais sentido fazer o que quer que seja se não for assim.
Quem são as suas inspirações em cada umas das áreas da interpretação (TV, cinema e teatro)?
Os artistas da música me inspiram muito. Caetano é sempre uma referência para qualquer coisa. Radiohead, Cidadão Instigado, Rodrigo Amarante. Tenho ouvido muita música portuguesa, Antonio Zambujo, Carminho, Ana Moura, Gisela João. Fernanda Montenegro é sempre uma inspiração. Recentemente, ‘O Som ao Redor’, do Kleber Mendonça, foi um filme que me impressionou muito. Zé Padilha é um grande parceiro, grande referência. Karim (Aïnouz) também se tornou outra. Lázaro (Ramos), Selton (Mello), Vladimir (Brichta), os atores da minha geração. Aderbal Freire Filho, meu mestre. Gregório Duvivier é um artista que eu admiro cada vez mais. Enfim, muita gente.
Você ainda pensa em fazer novelas nacionais? Há espaço na sua agenda?
Agora não. Tenho trabalhado muito no “Marighella”, filme que eu vou dirigir ano que vem. A novela demanda uma disponibilidade de tempo que eu não tenho no momento.
Se pudesse escolher um personagem de um filme que já viu, qual gostaria de ter feito?
Simba, do Rei Leão. É Hamlet para crianças.
Como você chegou até esse personagem da Praia do Futuro?
Foi um convite de Karim Aïnouz, que finalmente me deu uma chance de trabalhar com ele.
O que te motivou a aceitar o papel para o Praia do Futuro?
Eu faria qualquer coisa que ele me propusesse, mas o personagem é muito bonito, como convém aos personagens dos filmes do Karim.
Como foi o processo de pré e durante a filmagem?
Muito ensaio, como deveriam ser todos os filmes. As produções de cinema ainda não entenderam o valor do ensaio. Durante a filmagem, foi só o prazer de estar com Clemens (Schick), Jesuíta (Barbosa), Karim e toda equipe.
Como foi gravar as cenas de nudez? Foi diferente do filme Romance?
Foi diferente na medida em que são filmes diferentes, mas não foram as cenas mais difíceis que fiz na vida.
Fazer um papel homossexual tem alguma relevância para o ator?
Tanta quanto fazer um heterossexual.
Qual é sua opinião sobre a receptividade do público no Festival de Berlim?
“Praia do Futuro” só teve boas críticas em Berlim. A Variety, por exemplo, fez uma crítica consagradora. “Tropa de Elite”, que ganhou o Urso de Ouro, recebeu algumas críticas duríssimas lá. A crítica é importante, mas não tanto.
Na sua opinião, o público brasileiro terá uma receptividade diferente de outros países?
É difícil prever a receptividade do público. Aqui no Brasil as pessoas conhecem mais o meu trabalho e o do Karim. É provável que isso desperte alguma curiosidade sobre o filme.
Se o “Praia do Futuro” não estivesse concorrendo, qual filme você gostaria que ganhasse?
Não consegui ver nenhum filme lá. Nós trabalhamos muito na divulgação do Praia. Eu soube que o “Boyhood”, do Linklater, é muito bom.
Espera que seja indicado para concorrer ao Oscar pelo Brasil?
Não tinha pensado nisso.
O Capitão Nascimento ainda é o seu maior personagem?
É, certamente, o mais popular.
Sobre o filme “Elisyum”, como são vistos os atores brasileiros ganhando destaque em Hollywood?
Não sei como os atores brasileiros são vistos. No “Elysium” eles me trataram muito bem. Rodrigo (Santoro) e Alice (Braga) são dois ótimos atores brasileiros, que, cada vez mais, ganham espaço nos filmes americanos.
Qual é a grande diferença entre filmar no Brasil e numa produção internacional desse porte?
Dinheiro. Lá era tudo maior, com mais gente, mais recursos, mais tudo. A comida do set também era mais gostosa, mas no geral é tudo a mesma coisa.
Há alguma história marcante da infância que tenha tido um impacto decisivo na orientação da carreira?
Não. Acho que eu fui parar no teatro mais por uma inadequação social do que por ter manifestado qualquer talento especial. Eu queria era achar uma turma.
Qual foi a primeira vez que você subiu no palco? Como foi a experiência?
Acho que foi na quadra da Casa Via Magia, em Salvador, onde eu comecei a fazer teatro. Me lembro que estava com dor de cabeça.
Quais são seus planos profissionais futuros?
Meu maior projeto é dirigir o filme sobre Carlos Marighella. Cada vez mais eu me aproximo dele e do espírito dos que lutaram contra a ditadura militar que se instalou aqui há exatos 50 anos. É um filme grande, produzido pela O2 e escrito por Felipe Braga, que têm sido grandes parceiros. Um olhar da minha geração sobre aquela. Estou muito animado e feliz com o rumo que o projeto está tomando.
Em relação à banda “Sua Mãe”, qual é o espaço na sua agenda dedicado para o grupo? Quais são teus planos com a música?
Nós temos uma sobra de material que decidimos não usar no “The Very Best of The Greatest Hits”, que era basicamente um disco com músicas nossas. Esse material são só covers de Reginaldo Rossi, Odair José, Fernando Mendes, Márcio Greick e Waldick Soriano. É muito bom. Estamos querendo lançar esse CD. Eu e Gabriel (Carvalho) vamos tocar algumas dessas no programa de Dado Villa Lobos no canal Bis, esse mês. Nós recebemos muitas propostas legais, mas fazer show é complicado. Somos sete caras ocupados, juntar todo mundo é um saco. Sempre foi assim.
Agradecimentos:
Hotel Fasano
Paula Mello
Olga Stockler

Fonte: Avianca Revista

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Wagner Moura e José Padilha voltam a trabalhar juntos

Depois dos filmes da "Tropa de Elite", os dois se reúnem para "Narco", que mostrará a história de Pablo Escobar.

Dirigida por José Padilha, a série “Narco” mostrará a vida do traficante colombiano Pablo Escobar, que será interpretado por Wagner Moura. As informações foram confirmadas pelo jornal Folha de São Paulo.
Falada em inglês e espanhol, a série acompanhará a vida de Escobar, que se tornou um dos homens mais ricos do mundo graças ao tráfico de drogas em Medellín, Colômbia.
“Narco”, exclusiva para Netflix, terá 13 episódios na primeira temporada. Padilha escreveu o argumento e supervisionará as gravações.
Esta será a terceira colaboração entre Moura e Padilha, que trabalharam juntos em "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro".
 
Fonte: Bem Paraná

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nossa geração não sabe o que é morrer por uma causa", diz Wagner Moura

17.fev.2014 - Wagner Moura participa de reunião na produtora O2 com o cineasta Fernando Meirelles (esq.), as produtoras Andrea Barata Ribeiro (esq.) e Bel Berlinck (dir.) e o roteirista Felipe Braga. O tema da reunião foi o longa metragem "Marighella", estreia de Moura na direção, que será produzido pela O2 neste ano

De volta ao Festival de Berlim, onde brilhou com "Tropa de Elite" em 2008, Wagner Moura mal começou a divulgar "Praia do Futuro" -- filme de Karim Aïnouz que tem estreia no circuito comercial programada para maio-- e já está com a cabeça em um novo projeto: a biografia do guerrilheiro Carlos Marighella, sua estreia na direção, que deve começar a ser rodado em 2015.
"Esse filme é meu grande projeto, acordo e durmo pensando nisso, estou completamente apaixonado e enlouquecido com ele. Compramos os direitos do livro do Mario Magalhães e temos o apoio da familia Marighella. Quero revelar para o Brasil um sujeito que eu tenho muita admiração e que é um herói esquecido", explica.
"O Brasil tem isso, por uma questão da memória ou por culpa da direita ser muito forte no país, não mostrar pessoas que lutaram, que deram suas vidas pela liberdade, pela democracia. Politicamente, para mim, é muito importante falar sobre esse cara. E, ao mesmo tempo, ele é um cara magnético, interessante, forte", conta Moura.
"Estou me cercando de pessoas da minha geração para fazer esse filme, como o [diretor de fotografia] Lula Carvalho, o [montador] Daniel Rezende. Acho legal ter o nosso olhar sobre aquela época para essa galera, que meio que não sabe o que é dedicar uma vida, morrer por uma ideia, por uma causa. A gente não sabe o que é isso. A nossa geração não sabe o que é morrer por uma causa", afirma.
Mas antes de rodar o longa, Moura diz que voltará a se encontrar com José Padilha no fim de 2014. "Ainda não tem data nem título, mas o filme vai acontecer na tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina. E depois disso vou rodar o primeiro longa do Daniel Rezende, a estreia dele na direção em um filme sobre o palhaço Bozo", conta.


"Praia do Futuro"
Antes de se dedicar a estes outros projetos, porém, Moura conversou com o UOL sobre sua atuação em "Praia do Futuro", longa que surpreendeu o festival de cinema alemão com detalhes da trama que vinham sendo mantidos em segredo: Moura interpretando um personagem gay e aparecendo em nu frontal.
Mas o ator diz que "isso não deve ser o principal ponto de discussão sobre o filme". "Eu acho que a responsabilidade da gente e da imprensa é levar esse assunto com mais naturalidade. Porque a gente ajuda quando não faz disso uma questão. E isso é uma coisa muito minha, não é algo do tipo: 'estamos fazendo um filme que impõe a homossexualidade'. Acho que a nossa postura deveria ser: tem dois caras e eles têm uma relação, um cara se apaixona pelo outro cara e eles têm essa relação. Me parece politicamente mais eficaz do que virar uma história do beijo gay da novela", diz.
Em "Praia do Futuro", Moura interpreta o salva vidas Donato, personagem à procura de si e confuso com sua identidade. Depois de não conseguir evitar uma morte no mar, Donato encontra o amor em Konrad (interpretado pelo alemão Clemens Schick) e decide deixar tudo para trás para recomeçar a vida em Berlim, mas ainda precisa lidar com a relação com o irmão mais novo, Ayrton (Jesuíta Barbosa).
Moura reforça que a questão central do filme é a busca por uma identidade, e não o homossexualismo dos personagens. "Não só dramaticamente, mas politicamente essa não é questão em 'Praia'. Poderia ser um filme sobre uma história de amor de dois caras, mas essa não é uma questão do filme. Esse é um filme sobre identidade, sobre você. Uma coisa que me fascina é você ser o que você quer ser. O cara tem coragem pra fazer isso, mas faz do jeito errado, abandona aquele menino que tinha ele como pai, não consegue lidar com seu passado".
Para ele, a parte mais desafiadora do longa foi representar uma figura paterna para Ayrton e os dois atores que o interpretaram. "Foi duríssimo criar essa parte. O Jesuíta é um doce, o menino pequeno, também me tinha como referência paterna durante as gravações, ficamos muito tempo juntos. Tenho três filhos homens, isso sim talvez tenha sido a maior questão para mim, a questão do abandono, a volta depois quando ele está mais velho, irado, cobrando".
"Praia do Futuro" tem estreia prevista para 1º de maio.

Fonte: Uol